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Alergias e intolerâncias

A alergia e a intolerância alimentar são consideradas atualmente, um problema de saúde pública que afeta adultos e crianças, com crescente aumento em sua prevalência e figuram como causa de outras patologias mais importantes. Cerca de 30% da população ocidental sofre disso. O reflexo desta “epidemia do mundo moderno” pode ser constatado pela proporção que o tema ocupa em eventos científicos nacionais e internacionais.  

A alergia alimentar é a reação adversa do sistema imunológico ás proteínas dos alimentos, elas podem apresentar reações imediatas ou tardias e serem manifestações: intestinais (diarreia ou ressecamento, vômitos, refluxo, etc.), cutâneas (urticaria, inchaço, assadura ou fissura perianal, etc.), respiratória (chiado no peito, respiração difícil, etc.).  

Os alimentos mais alergênicos são leite de vaca, soja, ovo, trigo, peixe, frutos do mar, amendoim e castanha. 

Intolerância alimentar (também conhecida como alergia tardia) segundo a médica Ariana Yang, do Ambulatório de Alergia Alimentar do Hospital das Clínicas de São Paulo, é a incapacidade de metabolizar um alimento por deficiência ou ausência da enzima necessária para isso. Nesse caso, quanto mais comer o que faz mal, pior. Consiste em reações não tóxicas, as quais podem ser causadas por alimentos reconhecidos como estranhos pelo organismo.  Esses alimentos inflamam a mucosa intestinal, aumentam a permeabilidade, caem na circulação e são reconhecidos pelo sistema imunológico como elementos estranhos e agressores. São combatidos pelo sistema imunológico, e se não forem neutralizado, serão depositados em orgão ou tecidos levando a processos inflamatórios. A literatura médica mundial, para o assunto, descreve mais de 150 sinais e sintomas associados à incompatibilidade, hipersensibilidade ou intolerância alimentar. Com este processo instalado dizemos que o paciente é intolerante ao determinado alimento. As intolerâncias não provocam sintomas imediatos, mas podem ao final de alguns meses ou de muitos anos, levar a problemas dispares, extremamente difíceis de relacionar à uma causa alimentar. 

As quatro principais causas que podem desenvolver um quadro de intolerância são:  

Consumo exagerado de um alimento, hepatite viral, antibioticoterapia e o contraceptivos orais eles agem provocando alterações no sistema imunológico que passam a reconhecer o determinados alimentos como agressores desencadeando o processo da intolerância. 

Os alimento mais implicados neste processo são por ordem de importância: 

Leite e derivados, açúcar, trigo e derivados, óleos, chocolate, ovos, café, chá mate, carne de boi, de porco, vinho, álcool em geral, cerveja. 

Para fazer desaparecer os sintomas de que a pessoa se queixa é preciso suprimir o alimento tóxico suspeito da alimentação as vezes por até 90 dias. 

Com estas duas definições e as vezes muitos sintomas inespecíficos que sentimos no dia a dia podemos entender o porquê da busca desenfreada pela dieta que iria resolver todos os nossos problemas como mágica. Ela existe? 

Rosangela Queiroz

Bibliografia: 

Guia do bebe e da criança com APLV – Renata Pinotti 

O leite que ameaça as mulheres – Raphael Nogier 

www.intoleranciaalimentar.com.br 

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Dieta anti-inflamatória

Segundo o Dr. Alexandre Gomes Azevedo no seu livro DIETA ANTI-INFLAMATÓRIA, os pesquisadores e cientistas de todo o mundo denominam a inflamação crônica silenciosa como o mal do século. E eles tem motivo para isso pois existe fortes evidencias cientificas de que esta inflamação silenciosa está intimamente envolvida na gênese de várias doenças cada vez mais comuns na vida moderna, como aterosclerose, diabetes, hipertensão, infarto do miocárdio derrame, alguns tipos de câncer, envelhecimento precoce e deformações estéticas, entre tantas outras. 

E a alimentação tem a ver o que com isso? TUDO! 

Hoje em dia consumimos na nossa dieta ocidental de 20 a 50 vezes mais alimentos pro-inflamatórios do que anti-inflamatórios. Isso provoca um desequilíbrio entre as substâncias que controlam a inflamação no nosso organismo fazendo com que ocorra uma produção de substancias que estimulam a inflamação, e esta sem controle pode minar nossas defesas e favorecer o aparecimento de várias doenças.  

Mais afinal, o que é a inflamação? 

É uma das defesas do nosso sistema imunológico contra vírus, bactérias, produtos químicos e agressões externas. 

No processo inflamatório acontece um aumento do fluxo sanguíneo para levar substancias químicas e células de defesa para área afetada, existe rubor, calor, edema e dor. Todo este processo é o sistema de reparo do nosso organismo, mas é uma resposta tão poderosa e destrutiva que deve permanecer localmente e terminar logo que tiver solucionado o problema original. Porem a inflamação pode se dar internamente sem ser percebida. Os efeitos indesejáveis se dão quando a inflamação se perpetua, deixando de ser temporal e localizada passando a ser uma condição crônica pois ela pode causar alterações nas células, contribuindo para a sua destruição prematura e o surgimento de enfermidades. 

A inflamação anormal está espalhada pelo mundo e, por não ser infecciosa, se alastra silenciosamente matando milhares de pessoas. Mais existe boas notícias. Ela pode ser modulada pela nossa dieta e por outro fatores ligados a nosso estilo de vida, portanto podemos controlar e reverter o processo. 

O corpo regula a inflamação cuidadosamente utilizando hormônios que a intensificam ou diminuem. Os alimentos que consumimos tem um efeito importante nos níveis destes hormônios, por isso nossa alimentação pode atuar ativando ou inibindo os processos de inflamação. Os hormônios que controlam este processo são sintetizados a partir dos ácidos graxos ômega-3 (ação anti-inflamatórias) e ômega-6 (ação pró-inflamatória), que são essenciais para o nosso organismo, ou seja, nosso corpo não é capaz de fabrica-los, portanto devemos obtê-los através da alimentação. O segredo de uma dieta anti-inflamatória é o equilíbrio entre a quantidade de ômega-3 e 6 na dieta. 

Além deste equilíbrio devemos introduzir no nosso dia a dia hábitos de vida mais saudáveis: alimentação equilibrada, não fumar, não ingerir álcool em excesso, fazer exercício físico, tomar 2 litros de agua por dia, evitar excesso de raios solares, etc. Fazendo isso podemos diminuir a inflamação anormal, como também prevenir e até tratar doenças relacionadas à vida moderna e ao envelhecimento precoce. 

Rosângela Queiroz

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Sobre suplementação

A popularização do uso de suplementos é uma via de mão dupla que reflete de um lado a busca desesperada em atingir resultados de forma rápida e sem esforço e do outro a indústria farmacêutica e o comercio atrás de lucros exorbitantes.

A realidade é que o preço que se paga vai além do monetário. Os estudos sérios realizados por especialistas em fisiologia humana questionam com bases cientificas a efetividade destes suplementos ou seja na pratica eles não fazem o que se propõem a fazer e a longo prazo os prejuízos para a saúde (estes sim podem ser percebidos cada vez de forma mais inequívocas) são imensos.

No metabolismo normal o nosso corpo utiliza percentualmente de 50-60 de carboidrato/ 25-30 de gordura/10-15 de proteína para produzir energia, quando alteramos estes percentuais para um consumo maior de proteína entramos em uma via metabólica alternativa onde os metabolitos são de excreção predominantemente renal, ou seja vamos está dando mais trabalho para nosso rim que o normal, a longo prazo este orgão pode falir. Então quando usamos estes suplementos que são não sua maioria frações de proteína não aumentamos a formação de massa muscular e sim modificamos a via metabólica de queima de caloria.

Rosângela Queiroz

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